Hoje a chuva resolveu lavar a cidade e as nossas almas. Desceu sem piedade arrastando desde a sujeira até a alegria de muitos que, cabisbaixos, encolhem-se e atravessam ruas e avenidas para seus compromissos inadiáveis. Para uns, é só chateação, outros, transtornos, haja vista a impaciência no trânsito, o mau humor, a intolerância no trato com o outro.
Mesmo com todos os transtornos, nunca encarei chuva como um problema. Ao contrário, sempre me deixa feliz, evocando lembranças especiais, constitutivas de minha personalidade, meu jeito de ser e ver o mundo.Talvez não seja, mas gosto de imaginar que meu elemento é a água.
Hoje, em especial, o barulho da chuva na vidraça me fez lembrar os transgressores tempos de menina correndo livre, de roupa colada ao corpo, rindo feliz, sem importar-me com os zangados “sai da chuva” ou as ameaças do “vai ficar doente”, “mamãe vai brigar” e tantas outras proferidas por minhas ajuizadas irmãs.
Através desses momentos é que me dei conta de que a meninice permaneceria na alma, embora o corpo estivesse mudando. Tomei consciência disso quando percebi que os olhares direcionados aos meus seios, as minhas pernas e quadris já não eram os mesmos. Isso me assustou e ao mesmo tempo envaideceu.
Havia um quê de surpresa ao constatar a transformação. Eu, menina comum, sem atrativos excepcionais, ao me descobrir mulher, descobri também que possuía um inquietante poder. A curiosidade e a desenvoltura com as palavras tornaram-se marcas do meu jeito de ser, assim como o ar petulante, sequioso por compreender tudo o que me cercava.A chuva de hoje trouxe junto uma enxurrada de boas lembranças daquela menina descobrindo o mundo, desabrochando para a vida. Tempos de “ inverno”, mas de "primavera" na alma.
Aprendi a meditar com a chuva. Acalmo-me. Respiro, procurando sentir seu cheiro. Adoro a música da ventania na folhagem. Adoro o barulho no telhado e, sempre que posso, escolho a chuva como companheira para ouvir música, para ler, para dormir. E, como nasci num lugar em que a chuva sempre significou muito e é sempre muito bem vinda, acho graça quando alguns revelam seu medo ou desconforto com a chuva. Na minha vida, sempre será um momento de rara beleza, inspiração e alegria.Minha relação com a chuva também não mudou. A chuva me renova e inspira. Dizem que tomei água das primeiras chuvas do primeiro janeiro de minha vida. Deve ser verdade.
Mesmo com todos os transtornos, nunca encarei chuva como um problema. Ao contrário, sempre me deixa feliz, evocando lembranças especiais, constitutivas de minha personalidade, meu jeito de ser e ver o mundo.Talvez não seja, mas gosto de imaginar que meu elemento é a água.
Hoje, em especial, o barulho da chuva na vidraça me fez lembrar os transgressores tempos de menina correndo livre, de roupa colada ao corpo, rindo feliz, sem importar-me com os zangados “sai da chuva” ou as ameaças do “vai ficar doente”, “mamãe vai brigar” e tantas outras proferidas por minhas ajuizadas irmãs.
Através desses momentos é que me dei conta de que a meninice permaneceria na alma, embora o corpo estivesse mudando. Tomei consciência disso quando percebi que os olhares direcionados aos meus seios, as minhas pernas e quadris já não eram os mesmos. Isso me assustou e ao mesmo tempo envaideceu.
Havia um quê de surpresa ao constatar a transformação. Eu, menina comum, sem atrativos excepcionais, ao me descobrir mulher, descobri também que possuía um inquietante poder. A curiosidade e a desenvoltura com as palavras tornaram-se marcas do meu jeito de ser, assim como o ar petulante, sequioso por compreender tudo o que me cercava.A chuva de hoje trouxe junto uma enxurrada de boas lembranças daquela menina descobrindo o mundo, desabrochando para a vida. Tempos de “ inverno”, mas de "primavera" na alma.
Aprendi a meditar com a chuva. Acalmo-me. Respiro, procurando sentir seu cheiro. Adoro a música da ventania na folhagem. Adoro o barulho no telhado e, sempre que posso, escolho a chuva como companheira para ouvir música, para ler, para dormir. E, como nasci num lugar em que a chuva sempre significou muito e é sempre muito bem vinda, acho graça quando alguns revelam seu medo ou desconforto com a chuva. Na minha vida, sempre será um momento de rara beleza, inspiração e alegria.Minha relação com a chuva também não mudou. A chuva me renova e inspira. Dizem que tomei água das primeiras chuvas do primeiro janeiro de minha vida. Deve ser verdade.
Hoje tive uma das melhores experiências da vida que ser criança eternamente é essencial para a vida é como sair na rua e ficar pulando e rodopiando em torno do nada e olhando para apenas um ponto fixo e saber que a Felicidade traz de volta a infancia e o amor transborda em meio a agua que se cai do céu do infiniitoo céu.Alguns me chamam de louca,mas essa louca que hoje viveu e soube realmente o que é a felicidade.


